Já são 60 anos de tradição. Desde a Copa do Mundo de 1950, figurinhas de jogadores que disputarão a competição são colecionadas no Brasil. A sede este ano será a África do Sul, e no Brasil clima de Mundial já toma conta das ruas, universidades, colégios, shoppings e, claro, bancas. Tudo regado a muita troca de cromos. E não importa a idade. A febre invadiu o país, e é comum, entre uma esquina e outra, pessoas voltarem no tempo ou iniciarem a atividade de colecionador.
Em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um dos pontos de encontro dos colecionadores espalhados pela cidade, cerca de 50 pessoas, através de uma comunidade no Orkut, marcaram a reunião e se deleitaram com os cromos desejados. No centro do Rio, na rua Uruguaiana, existe ainda um ponto fixo de encontro dos “fanáticos”.

Em São Paulo, a febre das figurinhas também contagia crianças e adultos. As bancas ficam repletas de colecionadores, as escadarias das faculdades viram pontos de troca e mega encontros são marcados a cada fim de semana e até feriados. Na última quarta-feira, feriado de Tiradentes, um grande grupo, estimado em 500 pessoas, se reuniu por volta das 14h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP) para trocar as repetidas e fazer contatos. No sábado, mais gente estava no local atrás das últimas figurinhas para completar o álbum.
No dia a dia, as escolas e até escritórios de trabalho viram grandes centros de trocas. A escadaria em frente à faculdade Cásper Líbero, na avenida Paulista, já é conhecido local de encontro dos estudantes que praticam o escambo de cromos.

Sem conseguir atender a demanda inicial de figurinhas, a empresa Panini, responsável pela impressão das lâminas, se pronunciou através do Twitter anunciando que a procura estava acima do esperado, mesmo com produção 50% maior do que para o álbum de 2006, quando o Mundial foi realizado na Alemanha.
Para os postos de venda da região, a média de pacotes distribuídos é de dois mil a 2.500 por dia, que se esgotam antes mesmo do anoitecer. Às sextas-feiras, a cota para o fim de semana varia de quatro mil a 4.500 para abastecer as bancas para sábado e domingo, mas as figurinhas em geral não resistem nos postos até a segunda-feira. Para os locais nas travessas da avenida Paulista a cota é bem menor: entre 400 e 500 pacotes por dia são distribuídos. Em geral, acabam em três ou quatro horas.
Além das grandes reuniões de fanáticos pelo álbum, os colecionadores podem ter a chance de adquirir as figurinhas que faltam pela internet. Há até um site especializado (www.trocafigurinhas.com), em que o usuário se cadastra, preenche formulário apontando as figurinhas que possui e pode combinar de realizar a troca com outros integrantes. A página relaciona os dados dos colecionadores e indica as melhores chances de cada um. Basta enviar pelo correio.
No Rio Grande do Sul, a mania foi além e chegou aos estádios. No Beira-Rio e no Olímpico, funcionários dos clubes e jornalistas trocam figurinhas durante os treinos de portões fechados e enquanto esperam pelas entrevistas.
A sensação das figurinhas é tanta que, durante a semana passada, em Santo André, cidade do ABC paulista, uma carga de 135 mil figurinhas foi roubada da distribuidora. Parte dela foi recuperada já no dia seguinte.
fonte: Aqui
on abr 27th, 2010 at 10:25
on abr 27th, 2010 at 10:29