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Cortes por doping e lesão agitam dia brasileiro em Pequim
Postado por Lapate | 6 agosto, 2008
Direto de PequimCom boa parte da delegação em Pequim, o Brasil passou por dois momentos de turbulência nesta terça-feira, a dois dias da abertura dos Jogos Olímpicos. A principal e mais surpreendente foi o anúncio de corte, antes mesmo do embarque, do armador Jaqson, da Seleção Brasileira masculina de handebol.
O jogador da Metodista/São Bernardo foi flagrado pelo exame antidoping e sequer se integrará com o restante da equipe, sendo substituído pelo pivô Alexandre Rodrigues, do Londrina, que chega ao país oriental até quinta-feira. A substância proibida, contudo, não foi divulgada.
O caso de Jaqson só se tornou público por atitude da própria Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que através de seu presidente, Manoel Luiz Oliveira, veio a público e divulgou o flagra em um exame antidpoing realizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Após o anúncio da CBHb, entretanto, a delegação de handebol masculino se manteve fria à história e quer ser noticiada pelo que pode de fato alcançar nos Jogos e não apenas pelo caso de doping. Esse foi o recado transmitido pelo chefe da missão da modalidade em Pequim, Cássio Marques, e o técnico interino da equipe, Washington Nunes da Silva Júnior.
“Eu sei que todos os holofotes estão aqui por causa desse caso de doping. Eu gostaria que o esporte recebesse atenção de outra forma”, disse. Júnior deve comandar o time brasileiro até o dia 7, quando o espanhol Jordi Ribera Romans assume o comando da equipe.
“Esse jogador já não estava na lista final de 18 atletas passada pela Confederação Brasileira de Handebol. Se algum dos 277 atletas inscritos for pego em casos como esse, eu me pronuncio”, declarou Marques.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro, eventuais punições a Jaqson serão impostas futuramente pela Federação Internacional de Handebol em conjunto com a Confederação Brasileira de Handebol.
Adeus
Já durante a noite (horário local), a nova surpresa pouco agradável sofrida pelo COB partiu da delegação de judô, com mais um corte, desta vez devido a uma lesão. Érika Miranda acabou fora dos Jogos após sofrer uma contusão no ligamento cruzado anterior e no colateral medial do joelho direito.
A atleta, da categoria meio-leve (-52kg), ao contrário do colega do handebol permanecerá em Pequim para acompanhar os Jogos. Miranda se contundiu ainda no período de treinamento realizado no Brasil e embarcou para a capital chinesa com o joelho inchado, ainda realizando tratamento.
Após o desembarque em Pequim e a chegada à Vila Olímpica, a atleta foi submetida a uma ressonância magnética feita pelo médico da delegação brasileira de judô, Wagner Castropil. Constatada a lesão, o médico e a treinadora da equipe brasileira, Rosicléia Campos, se reuniram com o chefe de missão do Brasil, Marcus Vinícius Freire, e tomaram a decisão de cortar a judoca.
Érika permanecerá fazendo fisioterapia por três semanas para depois ser avaliada para uma intervenção cirúrgica. Ela deverá ficar de quatro a seis meses fazendo o trabalho de recuperação, caso seja constatada a necessidade de cirurgia.
“É lamentável ter de cortar uma atleta dessa forma. A Érika foi a única que conquistou a vaga no ano passado, graças aos resultados no Pan e no Mundial. Foi um sofrimento de avisar para a atleta, mas tivemos que fazer isso para preservar a integridade dela”, afirmou Ney Wilson, chefe de equipe do judô, confirmando que sem tempo hábil para o embarque da substituta, Andressa Fernandes, não será possível devido à falta de tempo hábil.
Redação Terra
Assunto(s): Esportes |


































